Quando o anonimato deixa de ser um direito

A Procuradoria-Geral da República criou um serviço online de denúncias de actos de corrupção e fraudes aberto a todos os cidadãos.

Se por um lado é de elogiar a facilidade no acesso aos mecanismos de justiça existentes que este género de serviço cria, outras questões se levantam:

- Como vai ser feito o seguimento destas denúncias? Estará a estrutura bem preparada para receber todas as queixas e desabafos que ali vão cair, em tempo útil?
- A possibilidade de efectuar uma denúncia anónima não é uma porta aberta para lançar de forma irremediável a suspeita sobre a vida do vizinho ou conhecido de quem simplesmente não se gosta? Como evitar o aparecimento de denúncias falsas e como vai ser minimizado o impacto que essas queixas terão na vida dos injustamente acusados?

Podem achar que estou a ser pessimista, mas depois de ter visto o que já vi em certas caixas de comentários de blogues, não auguro nada de bom. Quanto se ofende, se desrespeita, e se difama alguém o anonimato não é um direito.
         

Comentários

  1. Par além do anonimato, só de si péssimo, a apresentação de provas é facultativa... a bufaria elevada ao estatuto de utilidade publica.

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