Há com cada cromo

Quatro extraordinários "jornalistas" resolveram escrever um artigo chamado Boa vida em tempo de crise no Económico. Parece que a intenção é ajudar a poupar, ou melhor, a aproveitar o que a vida tem de bom aproveitando descontos e alguns truques "tugas", como convidar a senhora da Bimby para fazer uma demontração para depois jantar de graça. Seria cómico, ou até ridículo, se a situação não fosse tão grave. Além de acreditarem piamente que Portugal faz fronteira na Ponte sobre o Tejo e na portagem de Alverca, as sugestões são uma verdadeira falta de respeito para com os milhões de portugueses que vivem o drama da sobrevivência todos os dias. Até começam bem, com uns Museus que têm entrada gratuita e tal... mas depois, começa o desvario. Uns fins-de-semana nuns hoteizitos baratos (nada abaixo do Grupo Pestana),  um dia de compras em  Londres, um passeio para descontrair na Tunísia ou em Marrocos. Jantar? Vá a um restaurante da moda e para não pagar muito, "aconchegue" o estômago com pão e azeite.

Depois desta monumental argolada, talvez possam ser despedidos com justíssima causa, devidamente acompanhados pelo Editor, ou Chefe de Redacção, para experimentarem as delícias da Boa Vida dos Desempregados.

                

Comentários

  1. Tem razão. Estavam ai também e depois foi o descalabro.

    Se calhar aqui é um enorme momento de ironia que eu não percebi.

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  2. É o sublimar das aparências acima de tudo. Façam compras em Londres e depois encham a barriga de pão com azeite.

    Perpétua Roxa

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  3. Existem pessoas que vivem no seu micro cosmos e acreditam piamente nas barbaridades que dizem e escrevem. Se o texto pretendia ter piada, não teve nenhuma. Só é pena que essas pessoas, aparentemente, vivam de uma profissão chamada jornalismo mas sejam uma nódoa em termos profissionais. Partindo do princípio que não estejam obrigados a escrevê-las para meter o pão e o azeite em cima da mesa.

    Obs.- A dica do jantar feito pela revendedora da Bimby é péssima. Como é lógico, há que comprar os ingredientes primeiro...

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  4. Pois talvez o artigo seja baseado na ironia.
    Talvez referindo-se aqueles, que acima de tudo tentam aparentar aquilo que não são, tal como parecer ter o que não têm.
    Vão-se endividar até ás raizes dos cabelos, para irem de férias ao Egipto, méxico e tantos outros lugares famosos. Depois quando regressarem, é poupar na comidinha, para pagarem as despesas.
    Mas! E a casa? As férias do ano passado? Ainda estou a pagá-las. O carro novo? Quem me ajuda?
    Onde eu me fui meter. E agora?
    Bem ao almoço comemos uma sande cada um, os meninos comem só metade, todos temos que poupar. Ao jantar chega um chá de folha de oliveira, acompanhado com uma bolacha maria. Vamos buscar água á fonte, dessa da rede não.
    Pão com azeite dizem no artigo? bem bom, quentinho e com açucar é um mimo. Mas dinheiro para o açucar não há, nem para o azeite. Então chega-lhe óleo desse barato, fecha os olhos engole, que nem se nota.
    A Perpetua Roxa, têm toda a razão. Aparências acima de tudo.

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