Por uma vez, podemos unir-nos em defesa do nosso concelho?


A Câmara Municipal de Moura, a Junta de Freguesia de Santo Amador, o Conselho Municipal de Educação, os Pais e Encarregados de Educação de Santo Amador e muitos, muitos cidadãos empenhados em não deixar morrer este concelho, estão neste momento a tomar posição oficial sobre o anunciado encerramento da Escola Básica de primeiro ciclo de Santo Amador.


Além da desumanidade de arrancar crianças de seis e sete anos do seio das suas famílias, durante dias inteiros para um ambiente desconhecido, onde não têm apoio nem acompanhamento de ninguém, é um golpe mortal à sobrevivência da comunidade de Santo Amador.

Como é possível fixar famílias numa localidade se depois se obrigam os pais a colocarem os seus filhos noutra escola, a vários quilómetros de distância?

Como é possível que, após todo o investimento feito na requalificação da escola, dotando-a de salas de aula com todas as condições, e de equipamentos como o ginásio, a biblioteca e o parque infantil se decida extingui-la e jogar fora todo o trabalho desenvolvido?

Como é possível que o mesmo governo que todos os dias foi notícia pelo esbanjar de dinheiros públicos, tivesse escolhido cortar precisamente nos serviços básicos e essenciais ao bem-estar das populações e desenvolvimento do país como é o caso da saúde e da educação?


A Escola Básica de Santo Amador tem 16 alunos. Caso seja autorizado o seu funcionamento, haverá mais dois alunos que completam os seis anos entre o início do ano lectivo e o final do ano civil (os chamados “facultativos”), perfazendo 18 alunos.
             

A lei que decide que as escolas com menos de 21 alunos têm de fechar, também define que turmas mistas (alunos do 1º ao 4º ano, como é o caso de Santo Amador), não podem ter mais de 18 alunos… Em que ficamos?

E os meninos do Jardim de Infância, ficam sozinhos na escola? O Ministério alega não saber quantos alunos vão frequentar este estabelecimento no ano que vem. Mas até eu, que sou apenas uma cidadã insignificante, perguntei e fiquei a saber que há sete crianças em condições de frequentar o Jardim de Infância no ano lectivo 2011/2012. A somar aos meninos de 1º ciclo, dá 25. É mais do que 21, ou não?
              

Comentários

  1. Eu sou um português emigrante de quinta categoria, considerado hoje no Mundo cidadão de País falido. Essa vergonha que sinto não é manifestada pelos autores e executores irresponsáveis da crise. O PM incompetente, falastrão e mentiroso, governa para o partido, não tem o mínimo de inteligência para reconhecer o ridículo papel que está fazendo. É uma marionete na mão de outra pessoa de dentro do partido ao qual obedece cegamente. Quem será essa pessoa? Para mim seu nome começa com o V de vilão deste triste governo.
    Sócrates é a mosca do cavalo do bandido.
    Como uma pessoa com o mínimo de inteligência entende que educação é despesa e permite que um boy do Partido sangre os cofres Públicos em 1,212 milhões de euros. Seu nome, Rui Pedro Soares (o protegido).
    Renunciou ao cargo de Administrador Executivo da PT pelo PS, desculpem Estado.
    Carlos - RJ

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  2. Ana Limas Fialho15/04/11, 17:19

    Já me prenunciei no blog Aldeia Maravilhosa,Sobre o encerramento da escola de Santo Amador.Depois de fazer minhas as palavras da Dra Zélia,só espero que haja um recuo nestes imcompetentes que nos governam, ou que nos desgovernam.Vejam só! Eu nunca vi tanta sujeirada,desde que é governo Jose Socrates.Se nós quando houver eleições não formos capazes de mudar de politicos,não sei onde isto vai parar.

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  3. Estou de acordo que devemos mudar de politicos e de politicas. Mas o partido mais votado em Portugal, é a abestenção. Talvez por se sentirem desiludos e enganados muitos dos portugueses agem assim.
    Todos deviamos ir votar, quem não se revê em nenhuma das forças politicas votava em branco. Se em vez da abestenção, o maior nº de votos fossem votos brancos. Será que a prestação de cada eleitor não era mais proveitosa?
    Para combater a abestenção, todo os actos eleitorais deviam ser em dia útil e não aos domingos. Mas será que isso interessa?

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  4. Anónimo
    Tem toda a razão. Concordo e partilho da sua opinião em relação à abstenção, não à que é feita por opção, mas à que acontece por preguiça ou desleixo. É imperdoável.

    Não sei se a solução do dia útil é melhor, penso que já acontecem ao Domingo porque é o dia de descanso para a maior parte da população, não havendo assim impedimentos para o exercício do voto. Alíás, é assim na maioria dos países...

    Os cidadãos estão de facto muito desiludidos com a política e os políticos, mas eu acho que a culpa é nossa. Somos nós, ao preferir ficar em casa, que deixamos que este género de pessoas ambiciosas e sem escrúpulos cheguem ao poder, eleitos pela corte que os rodeia, e tenham a possibilidade de decidir sobre o rumo do país e das nossas vidas. Os cidadãos TÊM MESMO de se empenhar mais e participar activamente na vida do nosso país. Reclamar aos cantos das ruas ou nas mesas dos cafés não é solução.

    O país precisa de todos e não estou a falar de impostos. Precisa de trabalho, do empenho, e das ideias e propostas de todos. Abster-se e depois reclamar não me parece lá grande solução.

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