terça-feira, 24 de agosto de 2010

Barcelona, parte I, dia 3

As nossas pernas parecem ter ganho vida própria e recusam-se a obedecer às nossas ordens. Os pés iniciaram uma espécie de greve e pela primeira vez, sinto a frustração do patronato perante a teimosia sindical. Mas enfim, os mais fortes vencem sempre, por isso começamos a caminhada do dia. Os planos apontam para Montjuic, com visita ao Museu Nacional de Arte da Catalunha, ao Castelo, ao Caixa Fórum e à Fundação Joan Miró.

A caminho da estação de Metro, encontramos um escritório de uns colegas nossos. Se precisarmos de emprego em Barcelona, já sabemos onde podemos procurar.




Esta é a ampla Praça de Espanha. De um lado a Arena de Barcelona e do outro, as instalações da Feira de Barcelona, pretexto para algumas peregrinações anuais à cidade. Entre os dois blocos que compõem a Fira de Barcelona estão duas torres imponentes, que marcam a entrada para o Parc de Montjuic.



Assustados com a subida? Nada disso. Antes de sair de Portugal, fizemos várias pesquisas e temos um guia para 3 dias em Barcelona que nos tem sido muito útil. Por isso, já sabemos que do lado direito, há escadas rolantes até lá acima.


A vista panorâmica a partir da entrada do Museu Nacional de Arte da Catalunha é extraordinária. É pena que as fotografias não tenham banda sonora. Os músicos de rua, que existem em toda a cidade de Barcelona, deviam receber um ordenado do Ayuntamento, porque criam um ambiente absolutamente mágico.


Em cada patamar há uma esplanada, para nos dar a oportunidade de saborear sumos naturais e granizados. Fazemos uma pausa para uma pequena cedência às reivindicações das nossas pernas e entramos no Museu.  

Uma das exposições temporárias é de fotografia sobre Paris, Barcelona e Praga, sendo esta última a cidade que a Ana ainda não visitou mas faz questão de visitar. 




Saímos do Museu e fomos pelo Parque em direcção ao Pueblo Espanyol, uma espécie de Portugal dos Pequeninos. Não entrámos, mas fomos parando em todas as fontes. Sim, claro que molhámos os pés em todas.

Completamente esgotadas, cumprimentámos a Fundação Joan Miró a partir da entrada, e fizemos o mesmo ao Caixa Fórum. Mas ainda tirámos uma fotografia a esta curiosíssima estátua.


Foi então que descobrimos a enorme potencialidade da linha de autocarros dos Transportes Metropolitanos de Barcelona (TMB). Têm ar condicionado, uma visão ampla para o exterior e são de graça, porque comprámos um bilhete para 4 dias quando chegámos a Barcelona que nos deu acesso livre e ilimitado ao Metro, aos autocarros e aos comboios da Renfe. Percorremos todo o Parc de Montjuic de autocarro e foi assim que passámos pelo Estádio Olímpico, hoje casa do Espanyol de Barcelona, pelo Palau de Sant Jordi, e outros pontos de interesse em Montjuic.

Sob forte protesto dos músculos das pernas, saímos no Castelo. Um local muito agradável, mais alguns recuerdos para a família e esta vista magnífica. Mais uma vez, as fotografias não conseguem fazer justiça à imponência e beleza da paisagem.





Pusemos de lado o teleférico e optámos pelo funicular (também incluído no nosso bilhete), a pensar que seria uma boa oportunidade de ver a paisagem enquanto descíamos o monte.

Que desilusão. Era apenas um Metro, mas inclinado. Aí estamos nós outra vez dentro de uma estação subterrânea. Paciência. Estamos com fome, fartámo-nos de poupar porque não almoçámos e vamos em direcção à Barceloneta, a antiga vila de pescadores que hoje é a zona de praias e turismo balnear da cidade.

A avenida em frente à praia tem dezenas de restaurantes, todos aparentemente iguais. Paramos para consultar algumas ementas, mas mal nos vêem aproximar, há logo um "Emílio" (quem já esteve no Rosal de la Frontera sabe do que estou a falar) que nos vem tentar convencer. Decidimos que só entramos no restaurante que nos deixar consultar a lista sem nos agarrar por um braço.

Já sentadas, isto foi o início do nosso jantar.



Não fiquem assim. A frigideira do camarão media 10 cm de diâmetro, tinha 10 camarões, e pagámos 12,50 € por ela. E aquelas fatiazinhas de pão barradas com gaspacho à andaluza custaram 2 euros. É verdade. Mas era tudo muito saboroso.

A sorte é que, quando pedimos a conta, recebi uma mensagem dos meus filhos: "Ganhámos 1-0". Ok, tudo bem.

Uma caminhada (!) pelo Passeio de Cólon e a subida das Ramblas (não vou pôr fotografias porque é algo que tem de se ver, ouvir e sentir), até à Plaça de Catalunya.

Amanhã é o nosso último dia.

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