O que está em causa a 5 de Junho


Os meios de comunicação social insistem em divulgar sondagens com as previsões sobre o próximo primeiro-ministro. As pessoas escolhem, hesitantes, entre votar nos dois candidatos que à partida, têm hipóteses de vir a ocupar esse cargo, esquecendo-se que, na maioria dos casos, o seu voto não contribui em nada para essa escolha.

O que cada um de nós vai escolher no dia 5 é o Deputado que queremos que nos represente na Assembleia da República. Apenas os votantes do distrito de Castelo Branco têm a possibilidade de votar em José Sócrates e apenas os votantes de Vila Real têm a possibilidade de eleger Pedro Passos Coelho.

No entanto, as televisões e os jornais circunscrevem as possibilidades de voto a dois homens, reduzindo assim as eleições que vão determinar os 230 deputados de diferentes partidos políticos que constituirão a próxima Assembleia da República, num duelo.

Era importante que cada eleitor procurasse conhecer os deputados que concorrem pelo seu distrito porque é neles que vão votar e não nas estrelas da campanha que enchem os tempos televisivos dos telejornais.

A política é feita pelas pessoas e escolhê-las bem é muito mais importante que votar cegamente num partido. O PS sem a pessoa de José Sócrates ou o CDS sem a pessoa de Paulo Portas seriam radicalmente diferentes e o país estaria hoje, certamente, numa situação diferente. Sem submarinos para pagar e sem a loucura de Sócrates tudo poderia ser melhor.

Aqui, no distrito de Beja, não podemos votar em José Sócrates, nem em Pedro Passos Coelho, nem em Paulo Portas, nem em Francisco Louçã, nem em Jerónimo de Sousa. Em Beja podemos escolher entre Luís Pita Ameixa pelo PS, Carlos Moedas pelo PSD, José Ghira pelo CDS-PP, Dinis Cortes pelo BE ou João Ramos pela CDU. Atendendo a que o distrito de Beja só tem direito a eleger 3 deputados para a Assembleia da República, é importante escolher bem.

Eu escolho votar numa pessoa que em apenas seis meses na Assembleia da República apresentou mais trabalho nos registos do site do parlamento do que alguns deputados do PS e do PSD que levam um ano de avanço. Eu escolho votar numa pessoa digna, íntegra e que defende o seu distrito em todas as circunstâncias. Eu escolho votar em João Ramos.

E vocês? Conhecem os deputados que vão eleger?
              

Comentários

  1. No Distrito do Porto vou contribuir para tentar eleger 3 deputados do Bloco.

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  2. cheira a tacho

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  3. Aí em Beja serão eleitos 1 deputado pela CDU, outro pelo PS, que devem disputar a vitória no distrito taco-a-taco, e se estiverem muito próximos, o 3º eleito pode ser do PSD. BE e CDS/PP não têm aí qualquer hipótese, regista, para me confrontares no Domingo, se eu estiver errado.
    Mas terias razão no que afirmas, se a Constituição não colocasse os 230 deputados ao serviço da nação uma vez eleitos, em vez dos eleitores que deveriam, mas infelizmente não representam. Por isso eu gostaria que existissem círculos uninominais, que elegessem por exemplo 130 deputados, com um círculo nacional único que elegesse 51, o que garantiria a eleição a qualquer partido que tivesse 2% de votos a nível nacional e aproximaria os eleitos dos eleitores. Os cartéis, perdão, os directórios partidários, todos eles, da esquerda à direita, é que não querem, preferem o rebanho, a obediência, desde a CDU que se arroga no direito de substituir os deputados (e não só, é ver as autarquias do Redondo e Sines, que perdeu pela teimosia) quando entende, alguns fizeram-lhe um manguito e foi bem feito, ao PSD, que segundo consta, teve ou terá ainda? declarações de renúncia ao mandato em branco, assinadas pelos candidatos a deputados. Curiosamente os outros partidos não exploram muito estes factos, pudera, lá saberão os gastos nas respectivas casas. Eu gosto dos círculos uninominais. Em Inglaterra ou nos EUA, dificilmente um partido consegue obter a totalidade dos votos dos seus próprios representantes, porque estes, não seguem na manada, nem que seja o presidente, têm sempre uma eleição para disputar no povo que o elegeu. Aqui, os boys são sempre incluídos, as vozes dissonantes saneadas, como Teixeira dos Santos, era o nº 2 na lista do Porto e agora nem concorre, ou PPC e Miguel Relvas no PSD nas últimas legislativas, mas poderia dar vários nomes que foram afastados em todos os partidos, de Narana Coissoró a Joana Amaral Dias no CDS e BE respectivamente, até ao famigerado caso de Luísa Mesquita na CDU que recusou ser substituída... E siga a manada!!! Desta vez votar, mas apenas porque quero correr com Sócrates e votando no Distrito de Lisboa, onde pelo menos 5 partidos elegem deputados, a escolha é mais fácil...

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  4. claro que me conheço a mim mesmo.

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  5. mfc: Confio no seu discernimento.

    Anónimo: É comigo? Por acaso, de tachos, por enquanto, estou bem servida. Dava-me jeito era uma sertã boa para fazer as migas. Sabe onde posso arranjar uma? Tenho uma daquelas frigideiras anti-aderentes mas está a ficar esfolada...

    António: Se todos os partidos têm paredes de vidro, o importante é analisar bem as pessoas que vamos eleger.

    Daniel: Se estivesse no distrito de Aveiro, não hesitaria um segundo em votar em ti. Não sei se os teus eleitores te conhecem, andam um bocado distraídos com aqueles dentes tão brancos que o Paulo Portas tem sempre à mostra... Mas se assim for, perdem a oportunidade de votar e eleger um deputado que representaria com toda a dignidade e empenho o distrito de Aveiro.

    A blogger passou-se e não consigo publicar isto com o meu perfil, mas se alguém tem dúvidas, sou a Zélia.

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  6. É verdade, Zélia, de tachos estás bem servida. A CMM tem sido muito generosa com a tua família.

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  7. Sabes, a inveja faz-te mal e não conta para o currículo... Devias experimentar trabalhar com empenho e honestidade. Costuma dar resultado.

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  8. Como previ Zélia, em Beja era fácil, 1 para cada. A questão era o 3º do PSD, mas crescendo a nível nacional, era difícil não ser assim...

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  9. Zélia, parece-me que arranjou um fã.
    Faça-lhe já as migas antes que as medidas do FMI não permitam tais gestos de solidariedade. A mim isso cheira-me a fominha(de tachos?)ou uma dor qualquer mal curada.

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