Feriado ou talvez não

Após um "consenso generalizado" a 16 de Junho, os deputados socialistas "revoltaram-se" e votaram maioritariamente contra a proposta de resolução de duas das suas colegas de bancada que pretendia a mobilidade de alguns feriados, com o objectivo de aumentar a produtividade.

Além do ridículo da situação (as deputadas ainda estão a esta hora nos Passos Perdidos, com um copo de água com açúcar numa mão e um leque na outra), devo confessar que esta trapalhada dos feriados não me parece ter sentido nenhum. Não vale a pena falar na história das pontes e de se estragar uma semana de trabalho, porque esse argumento não colhe. Quem quer trabalhar, trabalha, quem quer preguiçar, encosta-se, sempre.

O que me preocupa é o esvaziar do significado das datas que comemoramos. Os feriados foram criados para assinalar a passagem de um dia que não queremos que se esqueça nunca mais, que queremos manter vivo na memória colectiva. Comemorar uns dias antes ou depois, não faz sentido. Para isso, mais valia fechar o país por completo durante uma semana e assinalar nesse período, todas as datas todos os acontecimentos que queremos relembrar. Já agora, as senhoras deputadas propunham uma excepção para o dia de Natal. Porquê? O Estado é laico, ou não? E ainda por cima, parece estar mais que provado que o nascimento de Jesus Cristo nem sequer ocorreu nesta altura. É uma data fictícia, convencionada pela civilização.

Comentários

  1. O problema não é o trabalhar ou não, o grande problema é sermos produtivos. A produtividade é alcançada através de várias variáveis, entre as quais destaco, o capital físico e o capital humano... Portugal não é um país de malandros, é apenas um país onde a produtividade é baixa, mas se o país apresenta estes níveis, o mesmo não se pode dizer dos portugueses quando estão fora de fronteiras, já que apresentam elevados níveis de produtividade... Podia ir por muitos caminhos, a pouca preparação dos tradicionais gestores de empresas para o mercado global, como um sistema de ensino que não promove o mérito, por uma anterior aposta errada na formação profissional, por uma nula fiscalização nos primeiros quadros comunitários dos apoios dados às empresas, mas deixo uma nota final, se queremos ter uma economia a crescer a sua produtividade tem de aumentar, e ao aumentar está a provocar o aumento da competitividade e o aumento dos postos de trabalho...

    kočka mezi dvěma řekami

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  2. O problema não é o trabalhar ou não, o grande problema é sermos produtivos. A produtividade é alcançada através de várias variáveis, entre as quais destaco, o capital físico e o capital humano... Portugal não é um país de malandros, é apenas um país onde a produtividade é baixa, mas se o país apresenta estes níveis, o mesmo não se pode dizer dos portugueses quando estão fora de fronteiras, já que apresentam elevados níveis de produtividade... Podia ir por muitos caminhos, a pouca preparação dos tradicionais gestores de empresas para o mercado global, como um sistema de ensino que não promove o mérito, por uma anterior aposta errada na formação profissional, por uma nula fiscalização nos primeiros quadros comunitários dos apoios dados às empresas, mas deixo uma nota final, se queremos ter uma economia a crescer a sua produtividade tem de aumentar, e ao aumentar está a provocar o aumento da competitividade e o aumento dos postos de trabalho...

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