terça-feira, 14 de setembro de 2010

Rui Cardoso Martins

O romance "Deixem Passar o Homem Invisível", de Rui Cardoso Martins, foi o vencedor do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE), deste ano.



Durante uma grande enxurrada em Lisboa, um homem cego desde os 8 anos, advogado, cai numa caixa de esgoto aberta, situada junto da igreja de S. Sebastião da Pedreira. Na mesma altura, um escuteiro que regressava de uma actividade na mesma igreja é também arrastado para o mesmo esgoto.

É a viagem de ambos, através de uma Lisboa subterrânea, enquanto cá fora são tomadas todas as medidas para os salvarem, que o autor nos conta neste segundo livro. Mas é também a entreajuda, a cumplicidade entre o cego e a criança, naquela terrível aventura.


O escritor, jornalista e argumentista nasceu em Portalegre, em 1967,  e vive em Lisboa desde a universidade. Foi repórter e hoje é cronista no PÚBLICO. É também co-fundador das Produções Fictícias. Para o cinema escreveu o guião de “Zona J” e, em parceria, o da longa-metragem “Duas Mulheres”. O seu primeiro livro, “E Se Eu Gostasse Muito de Morrer”, de 2006, já vai na 4ª edição, tendo sido publicado em países como Espanha e Hungria.

Esteve com visita marcada para a Feira do Livro 2010, que acabou por cancelar. Haverá, certamente, outras oportunidades para encontrar "ao vivo e a cores" este escritor. Para o conhecer de perto, nada melhor que ler a sua obra. "Deixem passar o homem invisível" está disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Moura.
 
Este é um prémio que, além de merecido, premeia a coragem de um homem capaz de sobreviver. Garanto-vos que não é fácil.
                     

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nenhum homem é uma ilha.

No momento em que passam quatro anos sobre aqueles dias loucos e felizes da minha transferência para Évora, apercebo-me do impacto que a...